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Como o home office está transformando o mercado imobiliário

A pandemia trouxe uma série de mudanças para a nossa realidade. Uma das mais significativas é, sem dúvidas, a adoção do home office como regime de trabalho. 

De repente, as reuniões e compromissos passaram a acontecer a uma tela de distância, com um cenário diferente. Apesar de muitos profissionais apontarem um novo tipo de fadiga, causada pelo excesso de conferências on-line, uma coisa é certa: essa “nova” modalidade chegou para ficar.

Isso porque muitas empresas estão repensando a forma como o trabalho era conduzido antes do coronavírus: o que antes era visto como uma solução temporária, hoje já é considerado algo definitivo. Ou, pelo menos, híbrido. 

A consequência desse “novo normal” não poderia ser diferente: a preferência por imóveis também está mudando! Algumas tendências já estão dominando a escolha daqueles que pretendem encontrar um novo lar em 2021. 

Home office: a tendência que veio para ficar

Às vezes, ainda é estranho que a convivência no escritório fique cada vez mais em segundo plano, mas descobrimos que é possível manter a maioria dos processos mesmo que à distância.

Isso tende a facilitar em alguns fatores como: ausência da necessidade de deslocamento, economizando assim tempo no trânsito, economia para os gestores (luz, aluguel e funcionários extra para limpeza, dentre outros).

Porém, é necessário definir barreiras entre o pessoal e o profissional, já que agora ambos os “setores” dividem o mesmo espaço. Principalmente para famílias que possuem filhos, porque todos estão em casa, mas não disponíveis 100%.

Mas, mesmo assim, o home office teve papel importante no estreitamento de laços familiares, até porque o almoço com todos reunidos, muitas vezes, só acontecia aos domingos, por exemplo. 

O teletrabalho foi apontado por algumas pesquisas como uma alavanca de produtividade, melhorando ainda mais a eficiência dos funcionários envolvidos.

Além dos computadores, celulares, tablets e sistemas de segurança, também é preciso atentar para o conforto e para as características do imóvel, para que as tarefas não sejam prejudicadas, e é aí que o mercado imobiliário entra.

#1 – A preferência por imóveis espaçosos aumentou

Um dos aspectos mais valorizados por quem está buscando um novo lar hoje é o espaço interno do imóvel.

Uma vez que o home office tornou-se uma realidade para milhões de brasileiros, também surgiu a necessidade de adaptar o ambiente de trabalho para que a produtividade seja a melhor possível.

Prova disso é que as solicitações de projetos de arquitetura para desenvolver ambientes compatíveis com o teletrabalho aumentaram muito durante a quarentena. Inclusive, muitos arquitetos já estão com as agendas fechadas devido a tal procura! Então, podemos considerar que uma das demandas por espaços maiores diz respeito a um novo cômodo dentro de casa dedicado à vida profissional.

Para manter a produtividade em dia, é importante que os ambientes em casa estejam bem organizados, ou seja, os pais trabalhando em seus escritórios e filhos estudando no quarto, todos com a estrutura certa e sem precisar compartilhar a mesa de jantar, por exemplo. 

Além disso, os meses de isolamento social trouxeram uma nova realidade para várias famílias: agora estamos passando mais tempo em casa e com os entes queridos. O impacto disso é que a valorização dos imóveis maiores está em alta, até mesmo em relação à estrutura do condomínio. 

Outro fator que influencia a procura por plantas maiores são os animais: muitas famílias estão adotando pets durante a quarentena e isso também passou a ser considerado fator decisivo na hora de escolher o novo imóvel.

#2 – Proximidade com a natureza

Quem nunca parou alguns minutos no escritório para respirar fundo não sabe o que é ter um dia ruim. 

Principalmente nas grandes cidades, é o verde que faz mais falta, pois apenas alguns minutos em contato com a natureza são capazes de “recarregar as baterias”.

Nos dias de calor, até mesmo o ar pode ser refrescante (e puro), diminuindo a necessidade da utilização do ar condicionado. 

Além disso, o ambiente também pode proporcionar maior desejo por convivência social, pois são considerados democráticos, repleto de benefícios.

As áreas verdes também são essenciais para a saúde de qualquer pessoa, diminuindo até mesmo os níveis de estresse, ansiedade e aliviando sintomas de depressão.

Escolher um imóvel que esteja perto da natureza ou que, pelo menos, tenha alguma área externa, se tornou prioridade entre os compradores da pandemia. Intensificando ainda mais as buscas por essas características.

Sabemos que o perfil de consumidor já vinha se modificando há alguns anos, mas a quarentena fez com que houvesse uma aceleração nesse processo. 

Uma pesquisa realizada pela DataZap, empresa de dados do mercado imobiliário, recentemente mapeou o que os consumidores pensam em buscar no pós-pandemia:

  • 65% querem ambientes mais divididos;
  • 55% ambientes maiores;
  • 60% sonham com uma varanda;
  • 51% aspiram uma casa maior;
  • 51% valorizam casas com mais banheiros;
  • 48% almejam cozinhas maiores.

As pessoas querem mais luz e mais verde, além de maior privacidade e tranquilidade. Por isso, é preciso pensar fora da caixa e analisar todas as possibilidades para atingir o público de forma correta.

#3 – Conforto e bem-estar: prioridades pós-pandemia

Com a mudança de hábitos de consumo da população, vieram novas preferências na hora de escolher uma nova moradia.

A busca por maior qualidade de vida dentro de casa influenciou na procura por imóveis confortáveis: aqui entra a importância que as áreas externas assumiram na visão do proprietário após o começo da pandemia.

Ou seja, varandas, jardins, sacadas e quintais estão na lista de prioridades! Após um dia inteiro de trabalho, nada melhor do que um ambiente em que você pode tomar um pouco de ar e relaxar com a família, concorda?

Outro ponto que evidencia a importância do bem-estar é a busca por imóveis mais distantes: tudo para fugir do estresse causado pela cidade grande! Em São Paulo, é possível encontrar vários casos de famílias que trocaram a capital por cidades próximas, uma soma da realidade do home office ao desejo de viver dias tranquilos.   

Se antes a tendência era possuir uma segunda moradia como um refúgio ou local para passar férias, após a pandemia e a realidade do home office isso mudou. Afinal, é possível conciliar a vida pacata à rotina profissional. 

E quanto a você, qual é a sua prioridade?

A tendência é que o home office continue fazendo parte da nossa rotina ao longo dos próximos anos. Então, é certo que a escolha do seu próximo lar esteja relacionada à natureza, distanciamento dos grandes centros urbanos, ou ao espaço. Por que não?

Repassando o que vimos neste post

  • Home-office: a transformação da metodologia de trabalho avança para 2021;
  • As mudanças do público avançaram rapidamente com a pandemia;
  • Exigindo um novo comportamento no mercado imobiliário;
  • Necessidade por mais espaço e privacidade, garantindo ambientes ideais para o teletrabalho;
  • Escolhas por imóveis perto da natureza: qualidade de vida, saúde e ar puro;
  • Conforto e bem-estar serão as novas prioridades no novo ano.

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